sábado, 25 de dezembro de 2010

Mente Criminosa

Após duas décadas assistindo filmes do Bruce Willis, John Travolta e tantos outros por aí eu me pergunto - Onde estão as bombas, as grandes fugas e os golpes miraculosos? Cadê as modelos ninfomaníacas, os empregos nos órgãos secretos do governo, os super carros? E digo mais, cadê minha trilha sonora? Quero tudo editado, inclusive com AC/DC tocando.

Então é isso que é entretenimento? Eu levo uma vida de otário e para compensar vejo na telinha tudo o que jamais vou ser ou fazer. Ah não! Quero meu dinheiro de volta. Para o mundo, pois eu quero descer. Não estou a fim de ser apenas um figurante.

O pior de tudo é que nem o sentido da vida eu achei, o lado espiritual é chato pra caralho. O caminho do sucesso financeiro, por sua vez, dá gastrite e dor de cabeça demais pra mim. Se prepara coração, vai dilatando as artérias porque estou injetando uma super dose de adrenalina.

O mundo do crime parece ser bastante atraente, mas a treta seria ser preso, afinal, as cadeias não tem nada de cinematográfico. Imagina só, cinqüenta nego num espaço que cabe vinte. Eh laiá, tá difícil. Opa! Mas e aquela história de “crimes perfeitos não deixam suspeitos”... não deve ser impossível fazer algo assim.

To pensando em começar pelo seqüestro - crime inafiançável - mas quem? Já sei, poderia seqüestrar apenas políticos corruptos, desses que tem contas bancárias em paraísos fiscais. Bastaria obrigá-los a transferir essa grana guardada nas margens da legalidade para a caixa postal de algum comparsa ou algo assim. Depois é só soltar o elemento, que a polícia nem vai tomar conhecimento. Afinal, imagina o “rouba, mas faz” indo à delegacia e dizendo – Roubaram o dinheiro que há anos venho desviando dos cofres públicos!

Meu nome é Ary e não to nem aí. E se a vida é um jogo: all-in.

Ary Neto (19/07/08)

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