"Acredito que cada pessoa tenha o seu dom. Umas tem o dom de escrever, dom para falar em público, para cozinhar, para governar uma nação, para ser líder comunitário, para jogar futebol ou até mesmo o dom de não ter dom nenhum. Ele tem um dom diferente.
O caminhar lento e com o pé direito ligeiramente – e algumas meninas poderiam dizer “charmosamente” – voltado para dentro, os olhos claros e serenos, o sorriso cativante no rosto, as mesmas camisetas na semana, e uma silhueta que, junto com todas essas características, contrariam alguns padrões de beleza da nossa sociedade. Mas, ainda assim, ele consegue ser elegante, charmoso. Ele tem o dom de ser bonito.
O caminhar lento e com o pé direito ligeiramente – e algumas meninas poderiam dizer “charmosamente” – voltado para dentro, os olhos claros e serenos, o sorriso cativante no rosto, as mesmas camisetas na semana, e uma silhueta que, junto com todas essas características, contrariam alguns padrões de beleza da nossa sociedade. Mas, ainda assim, ele consegue ser elegante, charmoso. Ele tem o dom de ser bonito.
Ele acorda tarde todos os dias, não deve arrumar a cama e nem pendurar a toalha depois do banho. Não faz estágio, nem trabalha pois até agora não conseguiu entender pra que tudo isso. Vai para a faculdade, mas dificilmente entra na sala de aula. Na verdade, ele não vê necessidade de ir para aula, quando o que realmente se leva de conhecimento para a vida, a gente aprende lá fora. Entre DP’s e matérias que trancou, ele não tem previsão de formatura. Para que a pressa? Ele tem o dom da tranquilidade.
Quando chega na roda dos amigos, não cumprimenta ninguém. Na verdade, as pessoas é que vão cumprimentá-lo. Não é daqueles caras extremamente simpáticos, que conversam com Deus e o mundo e fazem novas amizades à torto e à direita. Ele fala pouco. É tímido. Fala o necessário, e na grande maioria das vezes, não precisa nem falar. O jeito de olhar e de dar aquela risadinha abafada diz tudo. Ele tem o dom da simpatia, mesmo com a timidez.
É corinthiano, maloqueiro e sofredor. E você não identifica isso pelo jeito com que ele chega quando seu time ganha. Ao invés de ficar xingando, zuando e menosprezando os outros times e seus torcedores, ele simplesmente se enrola em uma velha bandeira do Corinthians. Nunca o vi com uma camiseta do Corinthians. Não discute futebol, não discute escalação e nem arbitragem. Envolto naquela bandeira, parece que o mundo todo possui apenas um único time de futebol. Ele tem o dom de ser sublime.
Ele não conhece todo mundo, e nem faz questão. Mas todo mundo o conhece. Se não pessoalmente, pelo menos já ouviram falar. Seja pelas suas histórias cômicas, pelos episódios hilários em cervejadas, ou então por performances inesquecíveis em festas. Eu sou testemunha da sua popularidade. Há quem não acredite, mas só ele fez um DJ parar de tocar em uma balada para que a multidão gritasse seu nome. Aliás, não só um DJ. A famosa Bateria Bandida da EACH se rendeu á sua popularidade, e silenciou para que a massa presente naquela festa o aclamasse. Eram mais de 1500 pessoas. E eu estava lá. Eu gritei também. Ele tem o dom da popularidade.
Ele vai em festas, bebe todas, fica muito louco, rouba piscina de plático do vizinho, pede mais bebida, dá risada, se diverte, fuma um, dois, três. Conversa com um, brinca com outro, ri de todos. Comemora seu aniversário em lugares exóticos, vai na balada que você chamar, sai com a família, dá carona para os amigos, coloca cadeira de praia no bar, sobe no palco, abre a camisa e dança o bole bole. Ele tem o dom de curtir a vida.
Acho que não preciso nem dizer o nome dele. Se você o conhece, sabe de quem eu estou falando e sabe do merecimento dessa homenagem que está sendo feita. Mas se você não o conhece, é muito simples. Apareça em alguma festa da EACH, e com certeza você o verá, com sua eterna camisa preta de festas. Se não o encontrar, em algum momento a multidão gritará seu nome. Ou então, procure-o vagando pela faculdade. Nunca na sala de aula! Não será difícil encontrá-lo. Ele tem o dom de ser onipresente, e assim, consegue estar em todos os lugares. Em cima do palco, na boca do povo, na roda de amigos, na mesa do bar, em nosso corações. Acredito que cada pessoa tenha o seu dom. Ele tem o dom de ser um Mito."
Bebê
Volta.
ResponderExcluirTIO-CHI-CO!
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